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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Prévia do Salão do Automóvel: Kia

A Kia Motors será uma das montadoras "estrangeiras" com o maior número de novidades no Salão do Automóvel. Até agora, seis lançamentos estão confirmados no estande sul-coreano.

Soul Flex:


O crossover será o primeiro modelo da Kia a aderir à tecnologia flex. O Soul 1.6 16V passará a entregar 130 cv com etanol e 126 cv quando abastecido com gasolina, sempre a 4.500 rpm. O conjunto é fabricado na Coreia do Sul e, segundo a empresa, vários engenheiros da marca estiveram no Brasil para conhecer a tecnologia em detalhes e participar de testes de durabilidade, realizados no Piauí - local preferido para testes em altas temperaturas - e nas regiões Sul e Sudeste do país. O Soul abrirá as portas para a chegada de outros Kia flex. O Cerato e o Picanto serão os próximos modelos a beber álcool no futuro.

Sportage:


A nova geração do utilitário esportivo é outro carro. O visual parrudo, quase rústico, foi trocado por linhas mais esportivas e modernas. No geral, o Sportage ficou com uma cara mais urbana, embora continue com um ar imponente. Chega para enfrentar seu "irmão" e arquirrival Hyundai ix35, com quem compartilha sua plataforma.

Cadenza:


O sedã de luxo foi apresentado no Salão de Genebra e vem para peitar não apenas os conterrâneos da Hyundai, mas também os alemães. A Kia aposta no design arrojado - saído das pranchetas da equipe de Peter Schreyer, designer-chefe da empresa com passagem pela Audi - e no generoso pacote de itens de série para conquistar novos consumidores. O motor V6 de 290 cv promete seduzir quem gosta de pisar fundo.

Optima:


O substituto do Magentis é maior e mais atraente que seu antecessor. A grade dianteira inspirada na boca de um tigre chama bastante atenção, assim como a curvatura do teto, que remete aos cupês. Não se sabe qual será a motorização que equipará o Optima, mas quem apostar no motor 2.4 com quatro cilindros tem boas chances de acertar.

Koup:


Engana-se quem pensa que o Koup é um Cerato sem as portas traseiras. Apesar das semelhanças, o visual do esportivo é bem mais agressivo que o do sedã. Pena que, por enquanto, o motor 2.0 16V ainda não faz jus às belas linhas projetadas por Schreyer. Se vier por menos de R$ 80 mil, pode causar estrago no mercado.

Cerato Hatch:


Eis o modelo que pode ameaçar o reinado do Hyundai i30. Assim como seu conterrâneo, o modelo da Kia oferece visual moderno e uma lista de itens de série bastante generosa. A diferença está no preço: o Cerato Hatch deve ser mais barato que o i30. Se você está pensando em comprar um hatchback médio, espere mais um pouco.

No próximo post, vamos falar das atrações da Audi!

Até a próxima!

Vitor

sábado, 18 de abril de 2009

Coreanos: a nova revolução começou






Há até algumas décadas atrás, os carros sul-coreanos eram motivo de piada no mercado automotivo. Pouco confiáveis e não muito bonitos - para não dizer "feios" mesmo -, eles eram facilmente deixados para trás por alemães, japoneses e italianos.

Mas os tempos são outros e a história também mudou. As montadoras da Coréia do Sul começaram a investir em tecnologia e design e rapidamente começaram a ganhar destaque. Hoje, eles são respeitados e apontados como ameaças pelas fabricantes mais tradicionais, especialmente pelos norte-americanos.

No Brasil, Kia Motors e Hyundai não desfrutavam de muita popularidade até o ano 2000. Enquanto a primeira era famosa pelos seus utilitários de nomes esquisitos - vide a famosa Besta, que dispensa apresentações -, a segunda era pouco conhecida pela maioria.

Mas as estratégias agressivas - como garantia de quatro ou cinco anos e os preços competitivos - e o lançamento de produtos de qualidade surtiram efeito. E não é difícil encontrar cases de sucesso entre essas montadoras.

Pelos lados da Kia, o Picanto chegou sem alarde, mas logo conquistou seus fãs pela ótima relação custo/benefício: com airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, câmbio automático e trio elétrico, o compacto é vendido pelo mesmo preço da concorrência (entre R$ 35 mil e R$ 40 mil), que em muitos casos sequer oferece tais itens como opcionais. Tudo isso com impressionantes cinco anos de garantia. O utilitário Sportage, o sedã Magentis e o monovolume Soul prometem seguir o mesmo caminho de sucesso.

Já na Hyundai, o Tucson é o destaque. O SUV também aposta na grande lista de itens de série, aliado a um design moderno e imponente. Assim, não tardou para que o modelo assumisse a liderança em seu segmento. Até hoje, o carro figura entre os mais vendidos, superando inclusive concorrentes mais tradicionais.

De quebra sua fama também ajudou outros veículos da marca, como o sedã Azera (outra boa opção em sua categoria), o também SUV Santa Fe e o i30, que promete causar furor entre os hatches médios. O Genesis, cuja versão cupê pode chegar ao país por atraentes R$ 110 mil, também é uma boa promessa.

Com fábricas confirmadas no país (a Hyundai se estabelecerá em Piracicaba, enquanto que a Kia escolheu a cidade de Salto, ambas no interior paulista), as marcas devem investir pesado no Brasil, alternativa mais do que atraente diante da recessão que abala os países desenvolvidos. Se as japonesas chegaram nos anos 90 causando frisson, é natural esperar um fenômeno parecido com os coreanos. A concorrência que se prepare.

Até a próxima!

Vitor

sábado, 7 de março de 2009

O inusitado caso Kia-Hyundai Brasil




É de causar no mínimo estranheza um comunicado divulgado hoje pela Kia Motors do Brasil. Em nota, a montadora informa que formalizou uma queixa no Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) contra a Hyundai CAOA do Brasil.

A justificativa é de que um anúncio do modelo Tucson deixa de citar o Sportage entre seus principais concorrentes, o que poderia induzir o consumidor a uma opinião equivocada, já que ambos pertencem à categoria de utilitários esportivos.

Até aí, tudo bem, não fosse o fato de Hyundai e Kia pertencerem à mesma empresa na Coréia do Sul. O conglomerado, formado após a aquisição da Kia pela Hyundai, ocupa a quinta posição na lista das maiores montadoras do mundo. Juntas, ambas dividem componentes e plataformas, inclusive no caso dos próprios Tucson e Sportage.

No Brasil, as montadoras atuam de forma completamente independentes, são representadas por importadoras distintas e concorrem entre si nas vendas de veículos em diversas categorias. Ainda não se sabe qual será a atitude da Hyundai-Kia Automotive Group - e se a empresa de fato tomará alguma providência -, mas vale a pena conferir o desfecho desta inusitada história.

Confira aqui o release divulgado pela Kia Motors do Brasil.

Até a próxima!

Vitor

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