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domingo, 18 de julho de 2010

Hyundai mostra suas armas!

O sucesso dos modelos Tucson e i30 credenciaram a Hyundai como a marca que promete incomodar (muito) as “quatro grandes” em pouco tempo. Os sul-coreanos não querem perder tempo e apresentam suas armas para vencer a concorrência. E olha que os rivais têm motivos de sobra para se preocuparem.

A primeira novidade é o Tucson ‘nacional’, que, segundo a Hyundai, é fabricado no Brasil. Meia verdade: o modelo é, de fato, produzido no país, mas por enquanto apenas em regime CKD (ou Completely Knocked Down). As peças são todas importadas da Coreia do Sul diretamente para Anápolis, em Goiás, e lá o carro é montado e transportado para as concessionárias. Na parte mecânica e visual, tudo permanece o mesmo (o que é um elogio): motor 2.0 16V e a farta lista de itens de série. O preço pouco mudou: está na casa dos 60 mil a 70 mil reais.


O ix35, crossover que lá fora aposentou o “nosso” Tucson, também está à venda no país. O design de linhas modernas e o porte imponente devem fazer dele um novo sucesso de público e crítica. Equipado com um propulsor 2.0 de 16 válvulas e 175 cv, o modelo é oferecido em três versões de acabamento, tem duas opções de transmissão (manual ou automática) e vem bem recheado de fábrica: ar-condicionado digital, partida do motor sem a chave, câmera para manobras de ré e sistema de som com leitura de arquivos MP3 e disqueteira são alguns dos mimos do carro, que é vendido entre 88 mil reais e 113 mil reais.

Os outros dois lançamentos são voltados para o ambiente urbano. O i30 CW é a versão perua do consagrado i30 e traz todos os predicados que fizeram do hatch o líder de sua categoria. O motor 2.0 16V de 145 cv e a boa relação custo/benefício são duas de suas principais qualidades. Quem gosta de peruas pode ter na i30 CW uma boa opção, já que o carro deve custar entre R$ 59 mil e R$ 78 mil.

A última novidade do “pacotão” é o Azera 2011. Suas principais mudanças foram visuais, com uma leve reestilização na dianteira. Os faróis ganharam um toque de requinte com os filetes de LEDs e a grade dianteira foi redesenhada, assim como o para-choque frontal. As rodas de liga leve também são inéditas e o interior recebeu uma luz sinalizadora que se acende quando o condutor está dirigindo de maneira mais econômica. O sedã pode ser encontrado nas concessionárias a partir de 90 mil reais.

Mas a grande cartada da Hyundai será dada em 2011: o HB será o primeiro modelo da marca no segmento de veículos populares, que responde por mais da metade das vendas de carros novos no Brasil. O modelo é aguardado com expectativa e, recentemente, as revistas Auto Esporte e Quatro Rodas mostraram suas projeções das linhas definitivas do HB. Independente de quem estiver com a razão, o frisson causado em torno do compacto prova uma coisa: a Hyundai, definitivamente, não está para brincadeira.

Até a próxima!

Vitor

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Retrospectiva: os 'gringos' de 2009


O ano de 2009 foi marcado por vários lançamentos importantes. Como estamos em época de retrospectiva, o Motor Haus entra na onda e relembra algumas das principais novidades do ano na indústria automotiva nacional.

O post de hoje será voltado às novidades trazidas pelas marcas importadas. Os pequenos (e charmosos) compactos europeus e as marcas asiáticas chamaram a atenção dos brasileiros.

A invasão chinesa, que havia começado com os duvidosos carros da Effa Motors, continuou com a chegada da Chery. A marca trouxe para o país o utilitário esportivo Tiggo, que aposta na relação custo/benefício para tentar rivalizar com o Ford EcoSport.

Vendido por R$ 49.900, o SUV compacto tem visual que lembra os antigos Honda CR-V e Toyota RAV4, mas oferece um pacote atraente que inclui airbag duplo, ar-condicionado e freios ABS. A Chery deve continuar seu plano de expansão com a chegada do Cielo, hatchback médio que aposta na mesma estratégia de mais por menos (neste caso, R$ 39.900).

Mas o ano foi também dos sul-coreanos. A Kia trouxe o Soul, que rapidamente virou o maior sucesso da marca desde a década de 90, e o Cerato, sedã que rivaliza com modelos menores e menos equipados. Para 2010, a marca reserva lançamentos como o Cerato Koup e o novo Sorento, além da adesão à tecnologia flex. A futura fábrica na cidade de Salto (SP) pode contribuir ainda mais para a popularização da Kia.

Já a Hyundai confirmou sua rápida ascensão com a afirmação do Azera e a chegada do i30. O hatch virou objeto de cobiça da classe média/alta com a promessa de oferecer itens antes disponíveis apenas em carros mais caros – como airbags laterais e controle de estabilidade – por preços equivalentes aos defasados concorrentes nacionais.

Apesar dos problemas na tabela de preços e na entrega dos veículos, o i30 se firmou como uma das sensações da Hyundai, que promete iniciar a produção do Tucson na planta de Anápolis (GO). O motor flex também deve ajudar a impulsionar as vendas da montadora no ano que vem.

Entre os europeus, os pequenos foram a coqueluche do ano. MINI e smart começaram a operar de forma oficial no país e se tornaram desejados (e admirados). Sob o comando da BMW, a MINI trouxe sua linha completa, desde o charmoso Cooper até o irreverente Cabriolet. Em comum, todos oferecem boas doses de diversão ao volante.

A Mercedes-Benz investiu na smart e já possui cinco revendas espalhadas pelas regiões Sul e Sudeste. O microcarro fortwo tem apenas 2,70 metros e não passa despercebido pelas ruas, driblando o trânsito das grandes cidades sem dificuldades.

A Fiat não quis ficar de fora desta nova onda e lançou o 500 – ou Cinquecento, como queira –, reinterpretação do clássico carrinho que motorizou a Itália na década de 50. Pequeno e simpático, o compacto polonês contribuiu para tornar a cidade um pouco mais alegre.

Amanhã vamos lembrar os principais lançamentos das montadoras nacionais. Fique ligado!

Até a próxima!

Vitor

domingo, 24 de maio de 2009

Hyundai i30: uma boa compra?



Nos últimos anos, a Hyundai optou por uma estratégia ousada para a divulgação de seus produtos: compará-los diretamente à concorrência. Foi o que aconteceu com o Azera, vendido pela marca como um sedã com "mais espaço do que um BMW Série 7", por exemplo. A tática parece que deu certo, tanto é que o modelo virou um sucesso de vendas.

Por isso, a montadora aposta na mesma receita ao divulgar o hatchback i30. Na televisão, o locutor diz que o carro reúne as melhores qualidades de BMW, Mercedes-Benz e Audi. Apresentado durante o último Salão do Automóvel, o i30 tinha sua comercialização prometida para o início do ano. Porém, a crise mundial fez com que a Hyundai só começasse a trazer as primeiras unidades a partir deste mês.

Assim como a maioria dos Hyundai, o i30 conta com uma grande lista de itens vendidos como opcionais na maioria da concorrência (como freios ABS, oito airbags e controle de estabilidade) por um preço atraente. A montadora anuncia um valor sugerido na casa dos R$ 60 mil, o que o tornaria uma das melhores - senão a melhor - compra do segmento.

O grande problema é que, na prática, as coisas são diferentes. Uma rápida pesquisa na Internet mostra que o grupo CAOA, representante oficial da Hyundai no país, só está comercializando as unidades básicas, que não contam com todos os itens anunciados no comercial que veicula à exaustão na TV. As versões mais luxuosas - e a perua, chamada de i30 CW - devem chegar apenas no segundo semestre, apesar de as reservas já terem sido feitas há um bom tempo.

Resta saber quais providências a Hyundai tomará diante da insatisfação de alguns consumidores. O carro já provou suas qualidades, mas uma estratégia de vendas equivocada pode pôr tudo a perder num piscar de olhos.


Até a próxima!


Vitor


sábado, 18 de abril de 2009

Coreanos: a nova revolução começou






Há até algumas décadas atrás, os carros sul-coreanos eram motivo de piada no mercado automotivo. Pouco confiáveis e não muito bonitos - para não dizer "feios" mesmo -, eles eram facilmente deixados para trás por alemães, japoneses e italianos.

Mas os tempos são outros e a história também mudou. As montadoras da Coréia do Sul começaram a investir em tecnologia e design e rapidamente começaram a ganhar destaque. Hoje, eles são respeitados e apontados como ameaças pelas fabricantes mais tradicionais, especialmente pelos norte-americanos.

No Brasil, Kia Motors e Hyundai não desfrutavam de muita popularidade até o ano 2000. Enquanto a primeira era famosa pelos seus utilitários de nomes esquisitos - vide a famosa Besta, que dispensa apresentações -, a segunda era pouco conhecida pela maioria.

Mas as estratégias agressivas - como garantia de quatro ou cinco anos e os preços competitivos - e o lançamento de produtos de qualidade surtiram efeito. E não é difícil encontrar cases de sucesso entre essas montadoras.

Pelos lados da Kia, o Picanto chegou sem alarde, mas logo conquistou seus fãs pela ótima relação custo/benefício: com airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, câmbio automático e trio elétrico, o compacto é vendido pelo mesmo preço da concorrência (entre R$ 35 mil e R$ 40 mil), que em muitos casos sequer oferece tais itens como opcionais. Tudo isso com impressionantes cinco anos de garantia. O utilitário Sportage, o sedã Magentis e o monovolume Soul prometem seguir o mesmo caminho de sucesso.

Já na Hyundai, o Tucson é o destaque. O SUV também aposta na grande lista de itens de série, aliado a um design moderno e imponente. Assim, não tardou para que o modelo assumisse a liderança em seu segmento. Até hoje, o carro figura entre os mais vendidos, superando inclusive concorrentes mais tradicionais.

De quebra sua fama também ajudou outros veículos da marca, como o sedã Azera (outra boa opção em sua categoria), o também SUV Santa Fe e o i30, que promete causar furor entre os hatches médios. O Genesis, cuja versão cupê pode chegar ao país por atraentes R$ 110 mil, também é uma boa promessa.

Com fábricas confirmadas no país (a Hyundai se estabelecerá em Piracicaba, enquanto que a Kia escolheu a cidade de Salto, ambas no interior paulista), as marcas devem investir pesado no Brasil, alternativa mais do que atraente diante da recessão que abala os países desenvolvidos. Se as japonesas chegaram nos anos 90 causando frisson, é natural esperar um fenômeno parecido com os coreanos. A concorrência que se prepare.

Até a próxima!

Vitor

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