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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Chrysler PT Cruiser: 2000 - 2009


A crise no setor automotivo não dá sinais de descanso e, por isso, as vítimas já começam a aparecer. Nesta quinta-feira, a Chrysler confirmou que o PT Cruiser, um dos símbolos da onda retrô que invadiu os Estados Unidos anos atrás, deixará de ser produzido até o final do ano.

Inspirado nos clássicos carros das décadas de 30 e 40 – famosos por suas participações em filmes de gangsters -, o modelo foi lançado em 2000, época em que as re-interpretações de Ford Thunderbird e VW Beetle despontavam no mercado.

No mesmo ano, o exótico hatchback foi a estrela do Salão do Automóvel de São Paulo, carimbando seu passaporte para o Brasil em 2001. Eleito o Carro do Ano na América do Norte, o PT Cruiser parecia ter um futuro de sucesso à frente. Porém, suas vendas foram caindo ano após ano, por conta de deficiências como o fraco motor 2.0 e também pela concorrência, que se tornou mais forte.

Em 2002, a Chrysler passou a vender o carro com câmbio sequencial e, em 2005, trocou o propulsor 2.0 por um 2.4 de 16 válvulas, mais potente e com mais torque. No ano seguinte, graças ao acordo de importação firmado com o México, o PT Cruiser passou a ser vendido por 75 mil reais na versão Classic. O valor era mais acessível ante os mais de 100 mil cobrados anteriormente.

Mesmo com o aumento nas vendas – pelo menos por aqui -, a Chrysler anunciou no início de 2008 o fim da versão Cabriolet, que nunca fez tanto sucesso. Agora, a confirmação do próprio presidente da empresa decreta o fim de um dos modelos mais irreverentes e marcantes já produzidos pelos norte-americanos.

Até a próxima!


Vitor

sábado, 22 de novembro de 2008

A crise das "Big Three" e os efeitos no Brasil


Quem acompanha os noticiários sabe que a situação das montadoras norte-americanas está longe de ser confortável. A crise econômica que afeta a maior economia do mundo – e que, por conseqüência, prejudica as demais nações – ameaça o futuro de Chrysler, Ford e General Motors, exaltadas no passado como símbolos da indústria automotiva ianque.

Assim, fica a dúvida sobre o que pode acontecer com suas subsidiárias brasileiras diante das incertezas que rondam as três marcas. Apesar de garantirem que o cenário internacional não afetará os negócios por aqui, todos sabem que a ameaça do “efeito dominó” é eminente.

O caso mais curioso é o da Chrysler. Afundada em dívidas e buscando sair do buraco a todo custo nos EUA, a marca ainda não tomou providências por aqui (ou ao menos não as tornou públicas).

Mas esta postura está longe de ser uma boa notícia, já que a montadora vive em meio a incertezas há anos. O fechamento da fábrica de Campo Largo (PR), em 2001, foi o ponto de partida para mais um capítulo de drama na Chrysler, que já havia encerrado suas atividades no país na década de 1980. Hoje, a montadora importa modelos para cá normalmente, mas ainda vive sob a sombra do divórcio com a Daimler.

Já a Ford, que minimizou os efeitos da crise durante o Salão do Automóvel, ainda não anunciou se as decisões de Michigan podem repercutir por aqui. A perda da produção do novo Fiesta para o México foi um duro golpe para os brasileiros, mas a marca ainda não demonstra sinais de fraqueza. Mesmo assim, não é difícil imaginar que, se algo acontecer nos Estados Unidos, as conseqüências serão sentidas por aqui também.

A situação da General Motors também é delicada, justamente no ano que tinha tudo para ser recheado de festividades para a marca. Com cem anos de vida completados em setembro, a montadora passa por um momento difícil, a ponto de necessitar de um empréstimo de US$ 13 bilhões (Chrysler e Ford precisam de US$ 7 bilhões a US$ 8 bilhões) para afastar o fantasma da falência.

Independente do desfecho desta história, há apenas uma certeza: a de que, ainda que este filme tenha um final feliz, as três maiores montadoras dos Estados Unidos jamais serão as mesmas.


Até a próxima!


Vitor

sábado, 2 de agosto de 2008

Mercado automotivo: tempo de mudanças



Foto: divulgação/ Volkswagen


O mercado automotivo mundial já não é mais o mesmo. Foi-se o tempo em que as montadoras norte-americanas – em especial o trio conhecido como “The Big Three”dominavam o cenário das quatro rodas. Tudo começou em 2007, quando a Toyota surpreendeu e tomou a liderança da General Motors, que até então reinava soberana no segmento. No final daquele ano, porém, a marca reassumiu a ponta.

Desde então, a Chevrolet vem travando uma disputa acirrada com os japoneses. Mas poucos poderiam imaginar que a crise no preço do petróleo nos Estados Unidos marcaria um momento decisivo na briga pelo posto de maior fabricante do mundo.

Com os valores lá em cima, a procura pelas picapes grandes e SUVs caiu – e continua caindo – de forma significativa em 2008. O resultado é que, aos poucos, os consumidores estão buscando alternativas mais econômicas (e ecológicas) para se locomover.

E quem saiu perdendo não foi apenas a marca da gravatinha dourada, que no primeiro semestre deste ano perdeu a liderança para a Toyota (foram 4,54 milhões contra 4,81 milhões de carros faturados). Chrysler e Ford, cuja linha de produtos depende dos veículos grandes, como o Jeep Cherokee e a picape Ford F-150, também estão prevendo resultados desastrosos.

Quem agradeceu foi a Volkswagen, que superou a Ford e assumiu o terceiro posto na corrida. Com 3,31 milhões de veículos comercializados, a montadora alemã ultrapassou a marca de Michigan, que totalizou 3,09 milhões de unidades vendidas. Grande parte do mérito por este importante resultado pode ser atribuído às vendas na China e no Brasil, dois dos principais mercados para a VW. Quais surpresas estão reservadas para os próximos meses? Só o tempo dirá.

Até a próxima!

Vitor

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