quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tata Nano: revolução à vista?



Já se foi o tempo em que os carros de 1.000 cilindradas eram de fato “populares”. Com preços na casa dos R$ 23 mil, a categoria foge de sua proposta inicial de ser uma opção de entrada para a classe média. Muitos projetos que nasceram para ocupar o posto de carro mais barato do país (título que hoje pertence ao Fiat Mille) não atingiram seu objetivo, como ocorreu com o Chevrolet Celta e o Renault Logan. Com a chegada eminente dos chineses ao país, espera-se que a briga pela base da pirâmide volte a esquentar.

Mas os carros Made in China podem não ser a única “ameaça” aos brasileiros. A Tata Motors, montadora pertencente ao maior conglomerado da Índia e presidido pelo empresário Ratan Tata, apresentou nesta quinta-feira (10) o Nano, que promete chacoalhar o mercado automobilístico mundial.

Com capacidade para cinco ocupantes e quatro portas, o minicarro de pouco mais de 3 metros dispensa itens como ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos. Tudo isso em nome da economia, já que o grande triunfo do compacto é o preço: US$ 2.500, ou aproximadamente R$ 4.500. O valor faz do Nano o carro mais barato do mundo, ainda que, por enquanto, o fabricante não tenha planos de comercializá-lo fora da Índia.

Para poder comercializar o veículo a cifras tão baixas, os engenheiros indianos realizaram algumas mudanças na suspensão e adotaram componentes mecânicos de baixo custo, como o próprio motor. O Nano é movido por um propulsor de 600 cc e que desenvolve 30 a 35 cv de potência, força relativamente suficiente para mover o carro projetado para as numerosas famílias indianas que possuem como meio de transporte bicicletas ou, quando muito, uma velha motocicleta.

Os índices de poluentes são apenas uma das preocupações dos críticos em relação ao Tata, visto com certa desconfiança fora do território indiano. Goste-se ou não dele, o fato é que a aposta deve causar um rebuliço entre as demais montadoras. Com isso, alguns projetos, como o que a Renault anunciou em parceria com a também indiana Baja, podem até sair do papel e ganhar as ruas suburbanas. Resta saber se a empreitada da Tata terá êxito ou se ficará marcada para sempre pelo fracasso. Quem viver, verá.

Até a próxima!

Vitor

5 Comentários:

Renato Bellote disse...

É barato. Por outro lado, no quesito beleza, deixa - muito - a desejar.

abs

Blog F1 Grand Prix disse...

Olha, dispenso qualquer acessório, menos o ar condicionado. Pelo visto, os indianos não pensaram no calor do Rio...

Grande abraço!

Gustavo Coelho

vager r4. silva disse...

poxa vc tabem e d+ né,
poxa divulga ai a volocidade do nano meu!!!

abraço !

Vitor disse...

A velocidade máxima do Nano é entre 100 e 105 km/h, segundo a fabricante.

Anônimo disse...

esse carro deveria ser eletrico, ai sim seria um carro bom de se ter, barato, compacto mais cabe 5 pessoas, e não poluiria,

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